A manutenção não existe como a conhecemos desde sempre, mas passou por diversas etapas para chegar no que conhecemos hoje. Ainda que esse processo não esteve intrinsecamente conectado às revoluções industriais, o desenvolvimento dos procedimentos de manuntenção influenciou muito o processo de industrialização
Vamos te explicar melhor sobre toda essa linha do tempo para que você saiba como chegamos ao momento atual, onde agora a tecnologia faz parte do dia a dia da uma fábrica.
Como tudo começou?
Antigamente, com o surgimento das primeiras indústrias por volta de 1914, a manutenção não fazia parte da rotina. Naquele momento, não havia ainda uma grande busca por produtividade.
Por isso, não havia nenhum tipo de inspeção nem nada do tipo. A manutenção só ocorria quando a máquina parava totalmente. Nesse caso, os responsáveis entravam em ação para tentar reestabelecer o funcionamento da máquina.
Basicamente, tudo dependia da manutenção corretiva. Apenas serviços básicos, como a limpeza dos equipamentos era realizado de forma corriqueira.
É preciso prevenir

Com a chegada da Segunda Guerra Mundial, surgiu uma urgência pela maior produtividade possível. A partir desse momento, as quebras frequentes se tornaram um problema e a evolução da manutenção deu mais um passo importante.
Diante de uma situação tão urgente, prevenir as quebras se tornou palavra de ordem. Assim começaram a surgir rotinas para o concerto de avarias que poderiam levar a máquina a parar completamente.
Estes foram os primeiros sinais da manutenção preventiva. Foi nesse momento que se percebeu a necessidade de planejar e então tentar se antever aos problemas do chão de fábrica, pois parar a linha de produção iria interferir diretamente na capacidade produtiva da fábrica. Por isso, era preciso evitar a quebra de todas as formas possíveis.
A evolução da manutenção não parou por aí…

Com uma quantidade cada vez mais expressiva de indústrias, a manutenção continuou evoluindo. A necessidade de precaver a quebra de maquinário se tornou cada vez mais urgente!
Um exemplo claro disso foi quando surgiram os voos comerciais. A partir desse momento, mais do que nunca, era preciso garantir o melhor funcionamento da máquina, caso contrário, colocaria a segurança de todos em risco.
Além de a manutenção preventiva se popularizar mais ainda, os esforços eram em torná-la ainda mais técnica e profissional. E então, a partir desse momento, a manutenção começou a ser vista de forma mais analítica.
Além de prever e tentar antecipar as paradas, era preciso entender o que levou até aquele cenário. Como vocês podem ver, a área percorreu um longo caminho para chegar aonde estamos.
Manutenção cada vez mais sofisticada
Com o surgimento e expansão dos computadores a partir da década de 1970, a manutenção se tornou ainda mais sofisticada. A tecnologia passou a fazer parte do dia a dia de planejamento, controle e análise da manutenção.
A manutenção preventiva também evoluiu. Dessa forma, as intervenções na máquina começaram a ser realizadas apenas quando havia necessidade.
Na década seguinte, a manutenção produtiva total (TPM) surgiu no Japão. Essa nova técnica possibilitou avanços ainda mais significativos não apenas no ambiente da manutenção, como na fábrica como um todo.
Desde então, inúmeras formas de gerir e atuar na manutenção foram desenhadas. A manutenção deixou de ser vista de forma emergencial e muitas vezes amadora, para se tornar uma área estratégica e tecnológica.
A manutenção do futuro
Os computadores são apenas um exemplo simples de como a tecnologia tem se inserido no ambiente da manutenção. Atualmente, há outras inúmeras tecnologias que fazem parte desse cenário: sensores, softwares, máquinas inteligentes.
O cenário atual era quase inimaginável no século passado. Nesse sentido, a chegada da indústria 4.0 e todas as inovações dessa era tendem a tornar a manutenção ainda mais ágil e assertiva.
No futuro, as máquinas não apenas realizarão um auto diagnóstico para identificar suas falhas, mas também serão capazes de manter esses dados armazenados. Com isso, IAs conseguirão analisar esses dados para fornecer insights sobre o que pode ser melhorado no PCM.
Apesar de parecer algo muito distante de nossa realidade, é provável que essa transformação ocorra de forma mais acelerada do que imaginamos.
Segundo o Índice de Nível de Inovação e Crescimento IA, no Brasil, onde está concentrado o maior número de empresas de IA da América Latina (42% do total), a quantidade de empresas de inteligência artificial saltou de 120 em 2018, para 206 empresas em 2025.
Porém, a IA é apenas um exemplo, há muitas outras tecnologias tão inovadoras quanto, que tem se tornado parte do dia a dia da indústria, como a internet das coisas, o big data e a computação em nuvem. Esse cenário de constante inovação reflete boas expectativas para o futuro da manutenção.

