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Diagnóstico

A sua semana existe antes de começar?

16 perguntas sobre a sua rotina real de planejamento e programação. No fim você recebe a faixa em que a sua operação está, o que ela significa e as três primeiras coisas a fazer, na ordem.

Responda as 16 perguntas

Leva de seis a oito minutos e a leitura é da consistência das suas respostas, sem média de mercado.

A pergunta que este diagnóstico responde é uma só: quando a sua semana começa na segunda, o que já estava decidido e o que ainda vai ser decidido no rádio?

A programação semanal é um compromisso com data, nome e hora. Ela quebra por motivos específicos e quase sempre repetidos: ordem que entrou sem material separado, centro de trabalho carregado acima da hora disponível, permissão pedida na véspera, execução que volta em papel e leva quatro dias para virar confirmação. Cada um desses pontos tem uma pergunta aqui.

Responda pensando no que acontece de verdade na sua planta, não no que está escrito no procedimento. O resultado é lido pela consistência interna das suas respostas: se você marcar que fecha a semana na quinta e também marcar que o material só é conferido no dia da execução, o diagnóstico aponta essa contradição em vez de comparar a sua planta com uma média de mercado.

São 16 perguntas e leva de seis a oito minutos.

Sinais de que a sua aderência está mentindo

Este bloco vale para qualquer faixa, e vale mais ainda para quem pontuou bem. São os dez padrões que produzem indicador bonito em operação que não melhorou, com o teste que confirma cada um.

Ordens encerradas em lote nos últimos dias do mês.

O encerramento vira tarefa administrativa de fechamento em vez de registro de execução. Alguém percorre a lista de pendências e regulariza tudo de uma vez, porque o indicador é apurado por mês e ninguém olha por semana.

Como confirmar

Distribua as datas de encerramento e de confirmação dos últimos três meses por dia do mês. Se houver pico nos últimos três ou quatro dias úteis, ele vem da apuração e não da execução. Cruze com o usuário que registrou: em geral são poucas pessoas e nenhuma delas é executante.

Ordem que aparece na programação da semana com data de inclusão posterior à data de execução.

É a forma mais direta de subir aderência: o serviço não programado é executado e depois incluído no plano da semana, entrando ao mesmo tempo no numerador e no denominador. Na maioria dos casos não há má intenção, é a tentativa de deixar o relatório coerente com o que de fato aconteceu.

Como confirmar

Compare a data e a hora em que a ordem entrou na programação com a data e a hora da confirmação. Toda ordem em que a segunda for anterior à primeira é inclusão retroativa. Some as horas dessas ordens e recalcule a aderência sem elas.

Aderência alta com backlog crescendo.

A aderência mede a execução do que foi programado e ignora o tamanho da demanda que ficou de fora. Se o programador só coloca na semana o que tem certeza que sai, o indicador fica bonito enquanto a carteira cresce por fora.

Como confirmar

Coloque aderência e backlog em horas no mesmo gráfico, por centro de trabalho, com pelo menos seis meses. As duas linhas subindo juntas indicam programação seletiva, não desempenho. Complemente olhando quanto da capacidade disponível foi de fato programada.

A programação da semana é refeita na terça-feira.

O que caiu na segunda derrubou o encaixe do resto, e a saída mais rápida é montar de novo. Como a nova lista passa a ser o plano, o desvio em relação à lista original some do cálculo.

Como confirmar

Guarde uma cópia da programação no momento do fechamento, antes da semana começar, e compare com a lista no fim da semana. A diferença entre as duas é a sua taxa real de reprogramação, e ela costuma ser bem maior do que a percepção da equipe.

Backlog somando oficinas diferentes em um número só.

O cálculo agregado é mais simples de manter e cabe melhor em um slide. O problema é que ele divide a carteira inteira pela capacidade inteira, e a especialidade com folga compensa a que está afogada.

Como confirmar

Recalcule o backlog em dias separando por centro de trabalho, no mínimo mecânica, elétrica, instrumentação e lubrificação. Se algum deles ficar acima do dobro do número agregado, o número agregado nunca serviu para decidir nada.

Aderência medida em quantidade de ordens.

É o cálculo mais fácil de extrair e o mais fácil de explicar. Também é o mais fácil de otimizar sem trabalhar melhor, porque toda ordem vale um, independente de durar meia hora ou três turnos.

Como confirmar

Recalcule a mesma semana em horas planejadas. Se a diferença entre os dois cálculos passar de dez pontos, a sua carteira tem dispersão de duração alta e o cálculo por quantidade está premiando o serviço curto.

Hora confirmada igual à duração planejada em quase todas as ordens.

Quando o sistema sugere a duração planejada como valor padrão e o registro é feito longe do momento da execução, a pessoa aceita o valor sugerido. O apontamento vira cópia do plano, e o plano perde a única fonte que poderia corrigi-lo.

Como confirmar

Meça a proporção de ordens em que a hora confirmada é exatamente igual à planejada. Acima de metade, a sua base de duração não recebe informação nova há muito tempo, e qualquer dimensionamento de equipe feito com ela está apoiado no próprio plano.

Corretiva executada e classificada depois como manutenção programada.

A classificação costuma ser preenchida no encerramento, quando o serviço já acabou, e a escolha do tipo passa a ser feita com o indicador em mente. O resultado é um perfil de manutenção que melhora no relatório sem mudar na planta.

Como confirmar

Compare o tipo de manutenção com o intervalo entre a abertura da nota e o início da execução. Serviço classificado como programado que começou em menos de 24 horas depois da nota quase sempre é corretiva. Faça esse corte em três meses e olhe o volume.

Serviço grande quebrado em várias ordens pequenas pouco antes do fechamento.

Uma ordem de 16 horas que não sai derruba o indicador uma vez. Quatro ordens de 4 horas permitem entregar três e explicar uma. O fatiamento quase sempre tem uma justificativa legítima por trás, e é isso que dificulta enxergar quando ele virou artifício.

Como confirmar

Acompanhe a evolução do número de ordens por semana contra as horas programadas por semana. Se a contagem sobe e as horas ficam paradas, a carteira está sendo fatiada. Confirme por ativo: várias ordens abertas no mesmo dia, no mesmo equipamento, com escopos que se completam.

Data de referência do plano ajustada para a ordem cair na semana que dá.

Deslocar o plano é mais rápido do que negociar a parada, e o efeito no indicador é imediato, porque a ordem passa a nascer dentro da janela em que ela seria executada de qualquer forma. A preventiva deixa de estar vencida sem que ninguém precise executá-la antes.

Como confirmar

Levante o histórico de alteração de data de referência e de reprogramação dos planos por período. Repetição no mesmo conjunto de planos indica ajuste de calendário, não revisão técnica. Cruze com o intervalo real entre execuções do mesmo plano nos últimos dois anos.

Depois do diagnóstico

Este diagnóstico não avalia o seu software. Ele avalia a cadeia que decide se a semana acontece: o que pode entrar, o que está garantido antes de entrar, quando a semana vira compromisso, como a execução volta e o que é feito com o que voltou. A maior parte dos pontos em que você marcou baixo se resolve com decisão e rotina, sem comprar nada, e vale começar por eles.

Uma parte, porém, a rotina sozinha não resolve. Latência da confirmação, fidelidade do registro em campo e rastreabilidade do que foi programado dependem de onde o dado nasce. Enquanto a execução voltar em papel para ser digitada depois, o seu histórico vai continuar sendo uma reconstrução do que aconteceu.

A PM Run trabalha nesse ponto: apontamento em campo, planejamento e gestão integrados nativamente ao SAP PM, com o registro nascendo no lugar onde o serviço é feito. Se quiser discutir o resultado do seu diagnóstico com quem implanta isso em operação de manutenção, fale com a gente em comercial@pmrun.com.br.

Como a régua foi construída, e o que ela não faz
  • Cada pergunta vale de 0 a 3 pontos, multiplicados por um peso de 2 ou 3 conforme o quanto aquele item decide se a semana acontece. A soma dos pesos é 43, então o máximo é 129 pontos. Os cortes das faixas estão em 40%, 60% e 80% da pontuação máxima.
  • Peso 3 ficou com o que sustenta todo o resto: seleção do backlog, estado da ordem, material, permissão e acesso, fechamento da semana, capacidade por centro de trabalho, retorno do campo, latência da confirmação, tratamento da não execução, cálculo da aderência e rito de leitura. Peso 2 ficou com itens de alta variação entre plantas, onde uma prática diferente pode ser legítima conforme o regime de operação.
  • Nenhuma faixa compara você com média de mercado. A leitura é feita pela consistência interna das suas respostas. Não existe aqui percentual de referência da indústria brasileira, nem meta de aderência de classe mundial: números assim circulam sem fonte pública verificável e não entram em material técnico.
  • O enquadramento de custo, risco e desempenho ao longo do ciclo de vida do ativo segue a ISO 55000, e a exigência de processo documentado e rastreável segue a ISO 55001. A recomendação de causa padronizada para não execução e para falha se apoia na lógica de taxonomia da ISO 14224.
  • Se quiser uma referência externa de contexto sobre a situação da manutenção no Brasil, a fonte a consultar é o Documento Nacional da ABRAMAN. Este diagnóstico não usa números dela.