Quem procura o melhor software de manutenção quase sempre encontra a mesma coisa: uma lista de dez nomes, com nota, estrelinha e uma frase de marketing embaixo de cada um. Isso não ajuda a decidir, porque a pergunta certa não é qual ferramenta é melhor no geral, e sim qual arquitetura faz sentido para a sua planta.
Esta lista foi montada por outro caminho. Cada item traz a categoria real do produto, o foco dele e o tipo de operação em que ele se encaixa. Sem nota, sem ranking, sem preço estimado no chute.
Transparência antes da lista
Esta página é publicada pela PM Run, e a PM Run está na lista. Faz sentido você saber disso antes de ler qualquer linha abaixo.
Por isso o critério vem declarado, e a nossa própria posição vem com o limite dela: no item da PM Run você vai encontrar tanto a operação em que ela é a escolha certa quanto a operação em que ela não serve. Os outros fornecedores estão descritos pelo que eles próprios entregam, na categoria em que atuam, sem comparação de nota e sem crítica.
O critério que organiza esta lista
A escolha de um software de manutenção muda completamente dependendo de uma pergunta anterior: a sua empresa já roda SAP PM?
- Se a empresa não roda SAP, você está comprando o sistema de registro da manutenção. Ele vai guardar o cadastro de ativos, os planos, as ordens e o histórico. É a decisão clássica de CMMS ou EAM.
- Se a empresa já roda SAP PM, o sistema de registro já existe e já foi pago. Comprar outro sistema de gestão cria uma segunda base de ativos e uma segunda verdade sobre custo. O que costuma faltar não é gestão, é execução: apontamento no campo, qualidade da nota, programação que volta para o SAP.
Essas são duas compras diferentes, com fornecedores diferentes. Por isso a lista está agrupada por arquitetura, e não por popularidade. Se você ainda está entendendo a categoria, o texto sobre o que é um CMMS e como ele se compara ao EAM e ao SAP PM cobre o vocabulário que aparece daqui para baixo.
Camada de execução sobre o SAP PM
Esta categoria não substitui o SAP. Ela roda por cima dele, para que a ordem, a nota e o apontamento aconteçam onde o trabalho acontece, e o dado chegue ao SAP sem redigitação.
1. PM Run
A PM Run é a camada de execução de manutenção que roda por cima do SAP PM, em dois blocos: Mobilidade, o aplicativo de campo que funciona online e offline, e Planejamento, o portal do PCM. No campo, o técnico executa a ordem, confirma operação, aponta a mão de obra, abre nota com os catálogos de causa, sintoma e parte, registra ponto de medição e anexa imagem ou PDF. No PCM, o planejador trabalha backlog, Gantt, capacidade e turnos, e a programação oficial do período integra de volta ao SAP PM. A PM Run é parte do Grupo ITSS e tem mais de 12.000 usuários.
Duas provas de operação real, com o contexto em que foram medidas: na Citrosuco, a confirmação de ordens chegou a 95%; na Rivelli Alimentos, o tempo gasto com tarefas manuais caiu 50%. São números daqueles clientes, naquelas plantas, e não médias de mercado.
Faz sentido para: operação que já roda SAP PM e quer manter o SAP como sistema de registro, com a execução de campo e a programação acontecendo fora dele e voltando para dentro dele.
Não faz sentido para: empresa que não tem SAP. A PM Run não é um CMMS autônomo e não guarda o cadastro de ativos por conta própria. Sem SAP PM embaixo, o que você precisa é de um sistema de gestão próprio, e os itens dos grupos seguintes atendem melhor esse caso.
2. Sigga
A Sigga desenvolve soluções de mobilidade e de planejamento para manutenção em ambientes SAP, com aplicativo de campo para SAP PM e módulo de planejamento e programação. É a mesma categoria de arquitetura da PM Run, com atuação internacional.
Faz sentido para: operação que roda SAP PM e prefere um fornecedor global no mesmo recorte de execução sobre o SAP. Quem está avaliando os dois lado a lado encontra o desenho comparado na página Sigga, alternativa integrada ao SAP PM.
3. Prometheus Group
O Prometheus Group é fornecedor global de software de gestão de ativos que atua sobre SAP, Oracle e IBM Maximo. O portfólio cobre planejamento e programação, gestão de paradas e reformas, permissão eletrônica de trabalho, dados mestres e mobilidade de manutenção.
Faz sentido para: operação de grande porte, com paradas programadas e permissão de trabalho formalizada, disposta a conduzir um projeto de implantação do tamanho correspondente.
CMMS e EAM que funcionam como sistema próprio
Aqui o software é o sistema de registro. Ele guarda o cadastro de ativos, os planos e o histórico, e integra ao ERP por interface quando existe ERP.
4. Tractian
A Tractian é uma empresa brasileira cujo CMMS se chama TracOS. O portfólio combina o software de gestão de manutenção com hardware próprio de monitoramento de máquinas, então o fornecedor entrega software e sensor no mesmo contrato.
Faz sentido para: operação que quer um sistema de gestão próprio e considera contratar monitoramento de condição no mesmo fornecedor. Quem roda SAP e está pesando os dois desenhos encontra a comparação na página Alternativa ao Tractian para SAP PM.
5. Engeman
O Engeman é um CMMS brasileiro desenvolvido pela Engecompany, com bastante estrada no mercado local. Cobre cadastro de ativos, planos de manutenção, ordens de serviço, controle de materiais e acesso móvel, e atende setores que vão de indústria a frota e facilities.
Faz sentido para: operação que quer um sistema de gestão próprio, com fornecedor local e suporte em português, e que não tem o SAP PM como base. Para o cenário oposto, a página Alternativa ao Engeman para SAP PM mostra como fica a conta quando o SAP já está pago.
6. Manusis
O Manusis, na versão Manusis4, é uma plataforma brasileira de CMMS e EAM em nuvem, com módulos de programação, mobilidade e gestão de ativos, e configuração por planta.
Faz sentido para: operação multiplanta que quer uma plataforma própria em nuvem, com configuração por unidade. Se as suas plantas já rodam SAP PM, a página Alternativa ao Manusis para SAP PM compara os dois caminhos.
7. Fracttal
O Fracttal, na versão Fracttal One, é uma plataforma de gestão de manutenção em nuvem com presença forte na América Latina e interface em português e espanhol. Trabalha ativos, planos, ordens, estoque e indicadores no mesmo ambiente.
Faz sentido para: operação distribuída em vários países da região, que quer o mesmo sistema em nuvem rodando em unidades de idiomas diferentes. Para grupo que já roda SAP nas plantas, a página Alternativa ao Fracttal para SAP PM traz o comparativo de arquitetura.
8. Produttivo
O Produttivo é um software brasileiro voltado a ordem de serviço, checklist e relatório técnico para equipes de campo, com aplicativo que funciona sem conexão, coleta de foto e assinatura, e geração automática de relatório. O foco dele é serviço externo, não a gestão de ativos de uma planta industrial.
Faz sentido para: prestador de serviço, assistência técnica e equipe que atende cliente na rua, com necessidade de comprovação documental do atendimento. Se o seu caso é manutenção de planta com SAP PM, a comparação está em PM Run e Produttivo para SAP PM.
Referências globais e a base que talvez você já tenha
9. IBM Maximo
O IBM Maximo é um EAM de porte global, entregue hoje como Maximo Application Suite, voltado à gestão do ciclo de vida completo do ativo, incluindo aquisição, manutenção, custo e descomissionamento.
Faz sentido para: empresa que decidiu ter o EAM como sistema central de ativos, com time de TI para sustentar a plataforma e horizonte de projeto longo.
10. SAP PM, o ponto de partida de quem já tem SAP
O SAP PM é o módulo de manutenção dentro do próprio SAP, hoje sob o guarda-chuva de Asset Management no S/4HANA. Ele já nasce ligado a custo, material e compras, porque vive dentro do ERP. Se a sua empresa já paga por ele, ele já é o seu sistema de registro, ainda que a equipe reclame da tela.
Faz sentido para: praticamente toda empresa que roda SAP. E é por isso que ele entra nesta lista como linha de base: antes de comparar dez fornecedores, vale medir o que já está pago e o que falta para a execução chegar nele com qualidade.
Como comparar sem se perder na lista de funções
Toda tabela comparativa de software de manutenção acaba parecida, porque todo fornecedor marca todos os quadradinhos. O que separa uma escolha boa de uma escolha cara são cinco perguntas que a tabela não responde:
- Qual sistema guarda a verdade sobre o ativo e sobre o custo? Se a resposta for "os dois", você comprou um problema de conciliação.
- O aplicativo de campo funciona sem sinal de verdade? Baixar a ordem e não conseguir apontar é diferente de executar o dia inteiro offline e sincronizar depois.
- A programação do planejador volta para o sistema oficial? Programação que morre numa tela externa vira planilha com outro nome.
- Quem digita o dado ganha alguma coisa com isso? Se o técnico não enxerga benefício, o apontamento vai para o fim do turno e o histórico nasce errado.
- Quanto custa o conjunto, e não a licença? Licença, implantação, integração e sustentação entram na mesma conta.
Se você roda SAP PM, essas perguntas ganham desdobramentos técnicos que o comercial precisa responder por escrito. Elas estão organizadas dimensão por dimensão no guia de como escolher software de manutenção para quem roda SAP PM, com o checklist pronto para levar à reunião com o fornecedor.
Para entender a categoria por dentro antes de abrir a conversa comercial, o material sobre sistema de gestão de manutenção conectado ao SAP PM mostra como fica a arquitetura quando o SAP continua sendo o sistema de registro.
E se você já tem um fornecedor específico na mesa, o comparativo direto com o desenho de camada sobre o SAP está nas páginas de alternativa ao Tractian, alternativa ao Engeman, alternativa ao Fracttal, alternativa ao Manusis, alternativa à Sigga e PM Run e Produttivo.
Perguntas Frequentes
Qual é o melhor software de manutenção?
Não existe um melhor no geral, existe o melhor para uma arquitetura. Se a empresa não tem ERP com módulo de manutenção, o melhor software é o CMMS ou EAM que vira o sistema de registro dos ativos. Se a empresa já roda SAP PM, o melhor software costuma ser a camada de execução que leva ordem, nota e apontamento para o campo e devolve o dado ao SAP, porque um segundo sistema de gestão duplicaria a base de ativos.
Qual a diferença entre CMMS, EAM e uma camada de execução sobre o SAP?
O CMMS gerencia a operação da manutenção: ordens, planos, execução e histórico. O EAM cobre o ciclo de vida completo do ativo, incluindo aquisição, custo e descomissionamento. A camada de execução não guarda cadastro nem histórico próprio: ela usa os objetos do SAP PM, resolve a mobilidade de campo e o planejamento, e escreve o resultado de volta no SAP.
Vale a pena trocar o SAP PM por um CMMS mais moderno?
Antes de trocar, vale separar dois problemas. Se a dor é a tela do SAP e o apontamento que não acontece no campo, trocar de sistema não resolve, porque a nova ferramenta vai precisar conversar com o ERP de qualquer jeito para fechar custo e material. Se a dor é que a empresa não usa o SAP para manutenção e não pretende usar, aí a discussão de substituição faz sentido e entra na comparação de CMMS.
Existe software de manutenção gratuito que resolva?
Planos gratuitos e períodos de teste servem para criar o hábito de registrar. Os limites aparecem com o volume: teto de usuários e de ordens, falta de modo offline no campo, ausência de integração com o ERP e histórico preso na ferramenta. Para operação industrial com ativo crítico, o custo relevante não é o da licença, é o do dado que não foi registrado.
Como avaliar um fornecedor de software de manutenção sem depender da demonstração?
A demonstração mostra o caminho feliz. Peça três coisas além dela: a descrição técnica da integração com o seu ERP, um teste de campo com um técnico da sua equipe numa área sem sinal, e o desenho de implantação com prazo, equipe e responsabilidade de cada lado. Fornecedor que responde essas três por escrito já se diferencia da maioria.
O próximo passo, se a sua planta roda SAP PM
Se você chegou até aqui e a sua empresa já roda SAP PM, a comparação de fornecedores é a segunda pergunta. A primeira é o que a sua operação perde hoje entre a ordem planejada e o apontamento que chega ao SAP.
Peça o Diagnóstico SAP PM da Rotina de Manutenção: uma conversa de 45 minutos com o nosso time, em que olhamos a sua rotina real de ordens, notas, programação e apontamento, e devolvemos na mesma conversa o que dá para destravar sobre o SAP que você já paga, com e sem a PM Run.
