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Manutenção Industrial

Diagrama de Pareto na manutenção: como fazer e exemplo

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Equipe PM Run
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O diagrama de Pareto é um gráfico de barras em ordem decrescente com uma linha de percentual acumulado, usado para mostrar quais poucas causas concentram a maior parte de um problema. Na manutenção, ele organiza falhas, horas de parada ou custo por equipamento, modo de falha ou causa, e indica onde a análise e a ação devem começar.

O Pareto não explica por que um problema acontece. Ele responde a uma pergunta anterior: entre tantas falhas registradas, qual merece a próxima análise de causa raiz. Feito com dados de ordens de manutenção, evita que a equipe gaste energia no problema mais lembrado em vez do mais relevante.

O que é o diagrama de Pareto

O nome homenageia o economista italiano Vilfredo Pareto, que observou no fim do século XIX que cerca de 80% das terras da Itália pertenciam a 20% da população. Joseph Juran levou a ideia para a gestão da qualidade nos anos 1940 e cunhou a expressão "poucos vitais e muitos triviais". A ASQ descreve o gráfico como uma das sete ferramentas básicas da qualidade.

O gráfico tem dois elementos: barras, ordenadas da maior para a menor, que mostram o valor de cada categoria; e uma linha, que mostra o percentual acumulado. Onde a linha começa a achatar, termina o grupo das causas vitais.

Frequência, horas paradas ou custo: que pergunta o Pareto responde

A escolha da medida muda a resposta, e é a decisão mais importante antes de montar o gráfico.

  • Frequência (número de falhas): mostra o que quebra mais vezes. Útil para atacar retrabalho e interrupções repetidas, mesmo que curtas.
  • Horas paradas: mostra o que mais tira disponibilidade. Uma falha rara e longa pode passar à frente de várias falhas rápidas.
  • Custo: mostra onde está o dinheiro, somando mão de obra, material e serviços contratados.

O mesmo conjunto de ordens pode gerar três Paretos com ordens diferentes. Os três estão corretos, porque cada um responde a uma pergunta diferente. Escolha a medida de acordo com o objetivo, que pode ser aumentar disponibilidade, reduzir custo ou reduzir o número de intervenções.

Como fazer um diagrama de Pareto com dados de manutenção

  • Defina o recorte. Período, área e tipo de ordem. Misturar preventivas e corretivas na mesma contagem de falhas distorce o resultado.
  • Extraia as ordens ou notas. No SAP PM, as listas de notas (IW29) e de ordens (IW39) permitem exportar os campos necessários.
  • Escolha a categoria. Equipamento, classe de equipamento, parte do objeto, dano ou causa. Categorias muito amplas escondem o problema; categorias muito finas espalham o dado.
  • Padronize os nomes. "Rolamento", "rolam." e "mancal com rolamento" precisam virar uma única categoria, preservando o registro original para consulta.
  • Some e ordene. Calcule o total por categoria, ordene do maior para o menor e calcule o percentual de cada uma sobre o total.
  • Calcule o acumulado. Some os percentuais, linha a linha, até chegar a 100%.
  • Desenhe e leia. Barras para os valores, linha para o acumulado. Categorias pequenas podem ser agrupadas em "outros", sempre na última posição.

Exemplo de Pareto de falhas na manutenção

Os números são ilustrativos. Uma área registrou 100 ordens corretivas em seis meses, classificadas pelo código de dano:

DanoOrdensPercentualAcumulado
Vazamento em selo ou gaxeta3434%34%
Falha de rolamento2222%56%
Desalinhamento de correia1616%72%
Falha elétrica em motor1010%82%
Sensor com defeito88%90%
Outros1010%100%

Três tipos de dano concentram 72% das ordens. Se a mesma base for organizada por horas paradas, a falha elétrica em motor pode subir de posição, porque cada ocorrência tende a demorar mais. Antes de decidir, vale olhar as duas visões.

Como ler o gráfico sem cair na armadilha do 80/20

A proporção 80/20 é uma observação empírica que varia de um conjunto de dados para outro. Em alguns conjuntos, três categorias somam 60%; em outros, uma única categoria passa de 50%. O que interessa é a concentração, qualquer que seja o número.

Outros cuidados de leitura:

  • Qualidade do registro. Se metade das notas tem a causa "outros" ou "não identificada", o Pareto está medindo a falta de registro.
  • Janela de tempo. Uma parada anual ou um evento isolado pode dominar um período curto.
  • Severidade. Uma falha com risco de segurança pode ficar no fim do gráfico por frequência e, mesmo assim, exigir ação imediata.
  • Mistura de ativos. Contar falhas de vinte bombas e de um compressor no mesmo gráfico favorece o grupo mais numeroso. Compare taxas quando a população for diferente.

Como montar o gráfico de Pareto na planilha

Qualquer planilha eletrônica resolve o Pareto de manutenção. O Excel tem um tipo de gráfico de Pareto pronto nas versões mais recentes, mas montar à mão dá mais controle sobre as categorias e sobre o agrupamento em "outros".

  • Coluna A: categoria (por exemplo, código de dano), uma linha para cada ocorrência exportada do sistema.
  • Tabela dinâmica: resume a contagem ou a soma de horas por categoria.
  • Ordenação: classifique o resumo do maior para o menor valor.
  • Percentual: divida o valor de cada categoria pelo total geral.
  • Acumulado: na primeira linha, repita o percentual; nas seguintes, some o percentual da linha ao acumulado da linha anterior.
  • Gráfico combinado: colunas para o valor no eixo principal e linha para o acumulado no eixo secundário, fixado entre 0% e 100%.

Guarde a extração original junto do gráfico. Quando alguém questionar uma categoria, será possível voltar às ordens que a compõem, e o mesmo arquivo serve para refazer o Pareto depois da ação, com o mesmo critério.

Do Pareto à análise de causa e à ação

O Pareto é a porta de entrada de outras ferramentas. Escolhida a categoria vital, o diagrama de Ishikawa levanta as hipóteses de causa e os 5 porquês aprofundam a cadeia confirmada. As ações resultantes podem ser priorizadas com a matriz GUT e acompanhadas em um ciclo PDCA.

Um recurso útil é o Pareto em dois níveis: primeiro por equipamento, para achar o ativo que mais falha; depois, dentro dele, por modo de falha. E, depois da ação, refazer o Pareto com o mesmo recorte mostra se a categoria atacada caiu de posição.

Dados para o Pareto no SAP PM e no PM Run

O Pareto é tão bom quanto os códigos registrados nas notas. No SAP PM, os catálogos de parte do objeto, dano e causa foram feitos exatamente para permitir esse tipo de agrupamento, mas dependem de o técnico preencher o código certo, no momento certo. Quando o registro é feito de memória no fim do turno, o código genérico domina e o gráfico perde valor.

O PM Run Mobilidade leva os catálogos para a execução no celular, junto do equipamento, e devolve a nota ao SAP PM com causa, sintoma e parte do objeto preenchidos. Com os dados de execução automatizados, a plataforma de analytics do PM Run permite que a equipe monte o próprio painel, com as análises que fizerem sentido para a operação, como falhas por classe de equipamento ou MTBF por equipamento. Conheça o painel de indicadores de manutenção.

Perguntas frequentes sobre diagrama de Pareto

Como fazer um diagrama de Pareto?

Agrupe os dados em categorias, some o valor de cada uma, ordene da maior para a menor, calcule o percentual de cada categoria e o percentual acumulado, e desenhe as barras com a linha do acumulado.

Qual a diferença entre diagrama de Pareto e gráfico de Pareto?

Nenhuma. São dois nomes para a mesma ferramenta: barras em ordem decrescente com a linha de percentual acumulado.

O Pareto precisa dar 80/20?

Não. O 80/20 é uma referência. O que o gráfico mostra é a concentração, que pode ser maior ou menor dependendo dos dados.

O diagrama de Pareto mostra a causa raiz?

Não. Ele mostra onde o problema se concentra. A causa raiz exige uma análise específica, como Ishikawa, 5 porquês ou uma análise de falha completa.

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