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Licença SAP para técnicos de manutenção: usuário nomeado, Digital Access ou FUE

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Equipe PM Run
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Licença SAP para técnicos de manutenção: usuário nomeado, Digital Access ou FUE

Técnicos e planejadores que usam um aplicativo de manutenção integrado ao SAP PM ficam licenciados conforme o contrato que a empresa tem com a SAP, e esse custo é pago pela empresa à SAP, fora da proposta do fornecedor do aplicativo. Três regimes aparecem nesses contratos: usuário nomeado, a licença individual que os termos da SAP exigem, como regra geral, de cada pessoa que usa o SAP, inclusive por aplicação de terceiro; SAP Digital Access, que licencia pelo número de documentos criados por ano o uso do ERP por aplicação não SAP diretamente integrada, sem exigir usuário nomeado; e, no RISE with SAP, FUE para os acessos de pessoas e SAP S/4HANA Cloud, Digital Access para as aplicações de terceiros integradas. Dentro do Digital Access cabe o caminho em que o técnico trabalha num aplicativo conectado ao SAP, com usuário e licença do próprio aplicativo, e os documentos que a integração cria no SAP entram na conta do Digital Access.

Em novembro de 2026, a SAP não publica preço de lista de nenhuma dessas métricas, então "quanto custa a licença SAP" não tem resposta em tabela pública. Antes da negociação, dá para levantar a métrica do contrato e o volume que ela mede: pessoas por tipo de usuário ou documentos de manutenção que o aplicativo vai criar no SAP por ano. As definições seguem os termos de uso de software da SAP na versão enGLOBAL v.10-2026 e o guia de descrição de serviço da Private Edition v.12-2025.

Por que a licença SAP dos técnicos fica fora da proposta do aplicativo

O fornecedor de um aplicativo integrado ao SAP PM vende o próprio software, a implantação e a assinatura. O direito de usar o SAP é outro contrato, entre a empresa e a SAP ou um revendedor autorizado, e entra no orçamento como linha à parte.

A razão está na definição de uso: usar o software inclui executar, acessar ou exibir informação resultante dele, inclusive por interface de terceiro ou por outro sistema intermediário (item 1.8). A regra geral do item 2.1.1 exige licença de usuário nomeado para qualquer pessoa que acessa um pacote, salvo as exceções do próprio documento, e o SAP Digital Access é a que importa aqui.

O que é usuário nomeado no SAP e quais tipos tocam a manutenção

Usuário nomeado (Named User) é, nos termos de uso da SAP, qualquer pessoa autorizada pela empresa a usar um pacote de software, inclusive empregados de afiliadas e de parceiros de negócio (item 1.4). A licença é de uma pessoa só (item 2.1.1) e passa para outra apenas em férias, doença, desligamento, mudança de função ou condição acordada com a SAP (item 5.1.1).

A tabela compara os tipos de usuário nomeado da versão v.10-2026 que citam manutenção ou aparecem na avaliação de aplicativos de campo.

TipoOnde apareceO que os termos dizem sobre manutenção
SAP Worker UserUsuários nomeados SAP (item 2.5 do anexo 2)Quem trabalha na produção ou na manutenção: exibir instruções de trabalho, confirmar movimentos de material e conclusões em ordens de manutenção, confirmar notas de manutenção e registrar solicitações de serviço
SAP Professional UserUsuários nomeados SAP (item 1.3 do anexo 2)Papéis operacionais e de administração, com os direitos do Worker User
SAP Platform UserUsuários nomeados SAP (item 4.1 do anexo 2)Uso por aplicação separada, da SAP, de parceiro ou do cliente, conectada por interfaces de programação publicadas pela SAP
S/4HANA Enterprise Management for Productivity useS/4HANA on-premise (item 2.6 do anexo 3)Maintenance Demand Processing e Maintenance Execution, além de exibição e aprovação
S/4HANA Enterprise Management for Functional useS/4HANA on-premise (item 2.5 do anexo 3)Inclui o Productivity use e acrescenta Maintenance Planning
S/4HANA Enterprise Management for Professional useS/4HANA on-premise (item 2.4 do anexo 3)Todos os papéis operacionais, de administração e de gestão

Contratos de junho de 2014 ou anteriores podem ter tipos antigos, como SAP ERP User, e só ampliam esses tipos (itens 5.1.2 e 5.1.3). O tipo de cada técnico ou planejador está no pedido de compra assinado com a SAP.

O que é o SAP Digital Access

SAP Digital Access é o pacote de licença que permite a pessoas usar o SAP ERP por aplicações não SAP diretamente integradas a ele, com o próprio Digital Access no lugar da licença de usuário nomeado do ERP, e a não humanos, como robôs, sensores e dispositivos, usar o ERP diretamente ou por essas aplicações (item 4.4 do anexo 3). No S/4HANA on-premise, o equivalente é o SAP S/4HANA Digital Access (item 2.36 do anexo 3).

O Digital Access é licenciado exclusivamente pelo número de documentos criados por ano por esse acesso (item 4.4.2). Cada documento conta 1, exceto o Material Document e o Financial Document, que contam 0,2 cada. Quando o processamento automático no ERP de um documento de um tipo cria em seguida um ou mais documentos de tipos diferentes, esses documentos seguintes não são contados.

Documento, para o Digital Access, é um registro único, uma linha ou um objeto digital único, de um dos nove tipos definidos no item 17.5 do anexo 2. A métrica conta documento criado, e consulta não cria documento.

Aplicação não SAP é a tecnologia que a empresa possui ou licenciou de outra empresa que não a SAP, exceto quando serve só como conectividade entre uma aplicação SAP e o ERP ou como interface de usuário do ERP; o SAP Business Technology Platform entra na mesma definição. Aplicação ligada ao ERP por tecnologia de integração continua diretamente integrada (item 4.4.3), e a escolha entre web service, RFC, SAP PI ou SAP CPI não muda, sozinha, a métrica.

Os nove tipos de documento e o que conta na manutenção

A tabela compara os nove tipos de documento do item 17.5, o peso de cada um e onde a manutenção pode criá-los por um aplicativo integrado.

Tipo de documentoDefinição nos termos de usoPesoOnde a manutenção pode aparecer
Sales DocumentLinha de material ou serviço vendido ou cotado1Fora da rotina de campo
Purchase DocumentLinha de material ou serviço pedido ou solicitado1Solicitação de compra de peça ou serviço, se o aplicativo criar
Invoice DocumentLinha de material ou serviço faturado1Fora da rotina de campo
Manufacturing DocumentDetalhes de produção de um material ou confirmação do status de ordens de produção1Só se o aplicativo lançar em ordem de produção
Material DocumentLinha de material recebido, baixado ou transferido em depósito ou centro0,2 por linhaBaixa de material para a ordem e devolução ao estoque
Quality Management DocumentDetalhes de uma não conformidade ou resultado de inspeção1Resultado de inspeção, se o processo usar o módulo de qualidade
Service & Maintenance DocumentTrabalho a executar; problema relatado; status do processamento de ordens de serviço e de manutenção; reclamação de garantia1Ordem de manutenção, nota de manutenção e status do processamento da ordem
Financial DocumentLinha de informação contábil em um diário financeiro0,2 por linhaLançamento que o SAP gera a partir de outro documento cai na regra do documento seguinte
Time Management DocumentTempo trabalhado do empregado atribuído a objetos de negócio, ou desvio da jornada ou da remuneração1Apontamento de horas do empregado atribuído à ordem, conforme a classificação da SAP

A confirmação de ordem tem duas leituras no texto oficial

A confirmação de ordem registra o tempo trabalhado e pode mudar o status da ordem. Ela cabe em Service & Maintenance Document, pela letra c do item 17.5.7 (status do processamento de ordens de manutenção), e em Time Management Document, pela letra a do item 17.5.9 (tempo trabalhado atribuído a objetos de negócio), e o texto não diz qual vale. Com peso 1 nas duas, a dúvida é se uma confirmação gera um ou dois documentos contados, o que se confirma com a SAP por escrito antes de fechar o volume.

Regras que mudam a conta

  • Documento seguinte de outro tipo, criado pelo processamento automático do ERP, não conta: o lançamento contábil que o SAP gera sozinho a partir de uma baixa feita pelo aplicativo fica fora (item 4.4.2).
  • Ordem criada a partir de nota é do mesmo tipo, Service & Maintenance, e fica fora dessa exceção; se o aplicativo cria as duas, a leitura literal conta as duas, o que se confirma com a SAP.
  • Material Document conta por linha: uma baixa com três itens soma 0,6 documento.

A cláusula de User Interface: quando o aplicativo conta como parte do ERP

O item 4.4.1 c define interface de usuário (User Interface) como a tecnologia que a empresa possui ou licenciou e que é usada para desenvolver ou gerenciar recursos e características de interação do usuário com o ERP. Essas interfaces são consideradas parte do ERP, quem usa o ERP por elas precisa de usuário nomeado, e a definição de aplicação não SAP as exclui expressamente.

Os termos não trazem lista de produtos nem outro critério técnico, então dois aplicativos parecidos podem cair em regimes diferentes. O enquadramento de um aplicativo específico sai do contrato da empresa e da análise com a SAP; nenhum fornecedor de aplicativo decide isso no lugar da conta SAP.

Licença do aplicativo conectado ao SAP: o técnico trabalha nele, e o uso do SAP continua licenciado

Outro caminho é o técnico trabalhar num aplicativo conectado ao SAP, com o usuário e a licença do próprio aplicativo. Ele registra a nota, executa a ordem, confirma as horas e lança a medição no aplicativo, e esses documentos chegam ao SAP pela integração. O técnico não precisa entrar no SAP GUI nem no Fiori, e o que chega ao SAP são os documentos que a integração cria.

Nos termos da SAP, é o cenário do item 4.4, de pessoas usando o ERP por aplicação não SAP diretamente integrada, sem precisar de usuário nomeado, licenciadas no SAP Digital Access pelos documentos criados por ano. No S/4HANA on-premise, a mesma regra está no SAP S/4HANA Digital Access (item 2.36) e, no RISE with SAP, no SAP S/4HANA Cloud, Digital Access. A licença do aplicativo cobre o aplicativo, e o uso do SAP segue licenciado pela métrica do contrato. A métrica e a leitura da cláusula de User Interface saem do contrato e da análise com a conta SAP.

O PM RUN é um exemplo desse desenho. Usuários e perfis são administrados no próprio PM RUN, com login único pelo Active Directory, e a integração com o SAP PM, no ECC 6.0 ou no S/4HANA, usa web service exposto pelo SOAMANAGER, SAP PI, SAP CPI, RFC ou a plataforma de integração da empresa. Fora do SAP PI, a integração pode usar um ou mais usuários de interface no SAP, conforme a política de segurança e de licenciamento da empresa, e cada documento criado no SAP registra quem o fez pela matrícula do colaborador ligada ao login no aplicativo. Como em qualquer aplicativo, o enquadramento do PM RUN no contrato de cada empresa se confirma com a conta SAP. O trabalho do técnico no aplicativo está em PM RUN Mobilidade.

Como estimar o volume de documentos para o orçamento

A estimativa parte do histórico do SAP, porque o aplicativo vai criar os mesmos documentos que hoje já nascem lá.

  1. Use 12 meses ou mais, porque a métrica é anual e paradas concentram ordens.
  2. Conte as notas criadas por mês, por centro e por tipo.
  3. Conte as ordens criadas por mês, separando as que nascem de nota das que o planejamento cria direto.
  4. Conte as confirmações em ordens e as linhas de movimento de material ligadas a ordens, como baixas e devoluções, por mês.
  5. Marque o que vai migrar para o aplicativo; o que o planejador segue lançando no SAP com usuário nomeado fica fora da conta.
  6. Aplique os pesos, some os 12 meses e acrescente a mudança esperada com o aplicativo, como notas abertas em campo que hoje não chegam ao SAP.

documentos por ano = notas + ordens + confirmações (1 ou 2 por confirmação, conforme a SAP classificar) + registros de status criados pelo aplicativo + 0,2 × linhas de material + outros tipos que o aplicativo criar

O resultado é volume, e não custo: com ele, a empresa pede a proposta da SAP e compara com licenciar cada técnico como usuário nomeado.

O que perguntar à conta SAP por escrito

  • O contrato já tem SAP Digital Access ou SAP S/4HANA Digital Access, com quantos documentos por ano e em qual versão dos termos?
  • O aplicativo que vamos integrar é tratado como aplicação não SAP diretamente integrada ou como interface de usuário do ERP no nosso contrato?
  • A confirmação de ordem lançada pelo aplicativo conta como Service & Maintenance Document, como Time Management Document ou como os dois?
  • Mudança de status feita pelo aplicativo cria documento contado, e ordem criada a partir de nota conta uma ou duas vezes?
  • Técnicos com usuário nomeado que passam a lançar pelo aplicativo seguem cobertos por ele, ou os documentos deles entram no Digital Access?
  • Documento de medição lançado pelo aplicativo entra em algum dos nove tipos de documento?
  • Quais notas e relatórios de estimativa valem para a nossa versão do ECC ou do S/4HANA?
  • No RISE with SAP, quais técnicos ficam em FUE e quais documentos entram no SAP S/4HANA Cloud, Digital Access?

Licença SAP no RISE with SAP: FUE e S/4HANA Cloud, Digital Access

FUE (Full Use Equivalent) é a métrica de usuários do SAP Cloud ERP Private, a Private Edition contratada no RISE with SAP. No guia de descrição de serviço v.12-2025, 1 FUE equivale a 1 acesso advanced, 5 acessos core, 30 acessos self-service ou 0,5 acesso de desenvolvedor. O core use inclui Maintenance Planning, Maintenance Execution e Technical Assets, Structure and History; o self-service use inclui Maintenance Execution e Maintenance Demand Processing, além de exibição e aprovação.

Aplicações de terceiros integradas ao ERP e agentes não humanos ficam no SAP S/4HANA Cloud, Digital Access, medido em documentos criados por ano. Em outubro de 2026, a SAP não publicava preço por FUE; o valor aparece na proposta comercial. Distribuição de FUE e perguntas de contrato estão em RISE with SAP: o que o contrato inclui.

Usuário de integração não define quantas licenças são devidas

O desenho técnico da integração, com um ou mais usuários de interface no SAP, segue a política de segurança da empresa e não define quantas licenças são devidas. Pelo item 1.8, uso por sistema intermediário continua sendo uso: com usuário nomeado, a licença é de cada pessoa; com Digital Access, a conta é de documentos criados.

O desenho influencia a medição: se cada documento registra quem o lançou, a empresa separa o volume do aplicativo por equipe e por tipo, e um usuário de interface usado só pelo aplicativo mantém o volume dele separado do de outras integrações. O monitoramento dessa integração está em log de integração com o SAP PM, e os de um projeto de campo, em projeto mobile para SAP PM.

O que fica na proposta do PM RUN e o que fica no contrato SAP

As licenças SAP necessárias para a configuração ficam entre o que a empresa providencia no projeto do PM RUN, e o licenciamento dos técnicos no SAP segue o contrato dela com a SAP. O que entra na proposta do PM RUN está em preço do software de manutenção integrado ao SAP, e os outros blocos do orçamento, em quanto custa um software de manutenção integrado ao SAP.

Perguntas frequentes

Quanto custa a licença SAP por usuário?

A SAP não publica preço de lista de usuário nomeado, de FUE nem de Digital Access. O valor sai da proposta comercial da SAP ou do revendedor autorizado; para orçar, levante a métrica do contrato e o volume, em pessoas por tipo ou documentos por ano.

Técnico que usa aplicativo integrado ao SAP precisa de licença SAP?

Sim, o uso do SAP pelo aplicativo continua licenciado, e o contrato define o regime: usuário nomeado por técnico, SAP Digital Access por documento criado ou, no RISE with SAP, FUE e S/4HANA Cloud, Digital Access.

Com a licença do aplicativo, o que continua licenciado no SAP?

O técnico trabalha com o usuário e a licença do aplicativo, sem abrir o SAP GUI ou o Fiori, e a empresa continua licenciando no SAP, pela métrica do contrato, o uso que chega pela integração. No SAP Digital Access, essa métrica são os documentos criados por ano; se a SAP tratar o aplicativo como interface de usuário do ERP, vale usuário nomeado por técnico. A conta SAP confirma qual dos dois se aplica.

O que é acesso indireto no SAP?

Acesso indireto é o nome que o mercado usa para o uso do SAP por meio de sistemas de terceiros. Nos termos v.10-2026, esse uso é licenciado pelo SAP Digital Access, pelo número de documentos criados por ano.

Consultar uma ordem no aplicativo conta como documento no Digital Access?

Não. O Digital Access conta documentos criados, e consulta não cria documento. No usuário nomeado é diferente: exibir informação do SAP já é uso pelo item 1.8, e a licença é da pessoa.

Confirmação de ordem de manutenção conta como qual documento?

O texto oficial permite ler como Service & Maintenance Document ou como Time Management Document, ambos com peso 1, e a classificação se confirma com a SAP por escrito.

Quais são os tipos de licença SAP?

No on-premise, os termos v.10-2026 trazem usuário nomeado (Worker, Professional e Platform User, entre outros; no S/4HANA, Productivity, Functional e Professional use), licença de pacote e SAP Digital Access. No RISE with SAP, pessoas se medem em FUE e aplicações de terceiros, em S/4HANA Cloud, Digital Access.

Referências

Licenciamento SAP
SAP Digital Access
SAP PM
RISE with SAP

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