RISE with SAP é a jornada com que a SAP leva um cliente de ERP legado, como o SAP ECC ou o SAP S/4HANA on-premise, para o SAP Cloud ERP Private, nome comercial do SAP S/4HANA Cloud Private Edition. Para a TI, essa jornada se materializa em um contrato de assinatura que reúne o ERP, a infraestrutura em um hiperescalador ou em data center da SAP, a operação técnica do ambiente, o suporte e ferramentas e serviços de transformação, com a SAP como responsável única pelo nível de serviço do que foi contratado. RISE with SAP não é um release do S/4HANA, não é o banco SAP HANA e não é um ERP que concorre com o S/4HANA: o software que roda dentro do contrato continua sendo o S/4HANA.
A decisão técnica está um nível abaixo dessa definição. Em outubro de 2026, o que a SAP opera e o que fica com o cliente sai de quatro documentos públicos e versionados (termos suplementares, guia de descrição de serviço, acordo de nível de serviço e catálogo de papéis e responsabilidades) e do pedido de compra assinado. O catálogo afirma que toda tarefa aplicável ao ambiente que não foi comprada, nem é prestada pela SAP como serviço padrão, é responsabilidade do cliente. Código Z, monitoramento de interfaces, testes de regressão e ensaios de upgrade ficam nessa faixa.
O que é o RISE with SAP e o que ele não é
A SAP lançou o RISE with SAP em 27 de janeiro de 2021 como transformação de negócio vendida como serviço: uma oferta por assinatura, com uma parte responsável por acordo de nível de serviço, operação e suporte, e infraestrutura em data center da SAP ou em um hiperescalador escolhido pelo cliente. Em outubro de 2026, a página oficial define o RISE with SAP como uma jornada completa que ajuda organizações a migrar de um sistema ERP legado para o SAP Autonomous Suite, com o SAP Cloud ERP Private como destino.
A mesma página apresenta o RISE with SAP Methodology, que combina uma estrutura padronizada sobre os roadmaps do SAP Activate, orientação especializada da SAP e uma cadeia de ferramentas orientada por agentes.
A tabela separa software, nome comercial e oferta contratada, com os termos que a SAP usa em outubro de 2026.
| Nome | O que é | Relação com o RISE with SAP |
|---|---|---|
| SAP S/4HANA | O ERP da SAP e o nome técnico da família de produtos | É o software que roda dentro do contrato |
| SAP S/4HANA Cloud Private Edition | Produto técnico da nuvem privada, com escopo funcional comparável ao do S/4HANA on-premise | É o ERP de destino na apresentação atual da SAP |
| SAP Cloud ERP Private | Nome comercial associado à Private Edition, cujo pacote a SAP anunciou em 22 de abril de 2025 | É como a SAP chama hoje o destino do RISE |
| SAP S/4HANA 2023 e 2025 | Releases do software, numerados pelo ano | O RISE não tem número de versão; o sistema contratado tem |
| SAP HANA | O banco de dados em memória sobre o qual o S/4HANA roda | Entra como banco de execução nos pacotes que o incluem |
| SAP GROW | Jornada de adoção do ERP público, o SAP Cloud ERP | É a outra jornada da SAP, com outro ERP de destino |
Duas ressalvas de data evitam erro de leitura. A associação entre RISE e nuvem privada é a apresentação comercial de outubro de 2026: a comunicação da SAP de agosto de 2025 sobre a jornada RISE ainda citava as duas edições, e há contratos RISE antigos com a edição pública. E os documentos contratuais mantêm os nomes anteriores: os termos suplementares vigentes listam lado a lado SAP Cloud ERP Private e RISE with SAP S/4HANA Cloud, private edition nas variantes base, premium e premium plus. O mapa completo dos nomes está em SAP S/4HANA: o que é.
O que o pacote anuncia e o que o pedido de compra contrata
O anúncio de 22 de abril de 2025 apresentou o pacote SAP Cloud ERP Private com o SAP S/4HANA Cloud Private Edition, capacidades de SAP LeanIX e SAP Signavio, SAP Build, o SAP Business Network Supplier Portal, o SAP Enterprise Service Management, soluções SAP Taulia e serviços embarcados de ativação. O anúncio descreve a oferta; o direito de uso de cada item, com quantidade e limite, está nos termos suplementares e no pedido de compra.
A tabela cruza o que as fontes da SAP confirmam com o que depende do pedido. Os limites vêm dos termos suplementares na versão v.10-2026, de outubro de 2026, e do guia de descrição de serviço na versão v.12-2025, atualizado em 8 de dezembro de 2025.
| Item | O que a fonte confirma | O que depende do pedido ou tem limite |
|---|---|---|
| ERP | SAP S/4HANA Cloud Private Edition, medido em FUE | Quantidade de FUE, faixa de dimensionamento e camadas adicionais |
| Infraestrutura e operação técnica | Serviços padrão do catálogo de papéis e responsabilidades | Tarefas adicionais, opcionais e empacotadas, cobradas à parte |
| Cadeia de ferramentas | SAP Cloud ALM, SAP LeanIX e SAP Signavio estão no núcleo | O uso varia conforme a fase do projeto e as soluções licenciadas |
| Serviço de preparação da transformação | Incluído sem custo adicional desde abril de 2025; entrega um roadmap, ativa a cadeia de ferramentas e demonstra casos de SAP Build e Joule | O roadmap cobre até um processo de ponta a ponta; não é a implantação |
| SAP Business Technology Platform | O curso oficial diz que o BTP faz parte da assinatura, com serviços sem cobrança e serviços com taxa | Créditos de consumo (CPEA) são negociados na venda; o voucher só existe se constar do pedido |
| Serviços de nuvem agregados | Nas ofertas base, premium e premium plus, os termos suplementares listam cada serviço com seu limite | Exemplos: SAP Build Work Zone com um usuário ativo por FUE; Supplier Portal com 100.000 documentos nas ofertas premium |
| Sandbox inicial (Starter System) | Acompanha a assinatura | Dura 90 dias a partir do início do produto ou 30 dias depois da entrega do ambiente de desenvolvimento; depois os dados são apagados |
| Recuperação de desastre, backup de longa retenção e SLA de 99,9% | O guia de descrição de serviço lista os três como assinaturas próprias | Só existem se constarem do pedido |
Uma cláusula muda a leitura em renovações: os serviços agregados e seus limites seguem os termos suplementares vigentes na data do pedido inicial. Por isso duas empresas com RISE podem ter direitos diferentes sobre o mesmo serviço. A SAP publica as versões vigentes e as arquivadas desses documentos no SAP Trust Center, e os limites acima são os da versão v.12-2025 do guia de descrição de serviço.
Quem faz o quê: a matriz de responsabilidades da SAP e do cliente
O documento Roles and Responsibilities da Private Edition, na versão v.07.2026 de julho de 2026, é um catálogo de serviços em cinco categorias. Serviços padrão (Standard Services) estão cobertos pela assinatura e são executados pela SAP. Serviços adicionais (Additional Service) são tarefas pontuais, cobradas à parte, que só a SAP executa. Serviços opcionais (Optional Services) precisam estar discriminados no contrato. Serviços empacotados (Packaged Services), antes chamados SAP Cloud Application Services, são tarefas que o cliente pode fazer ou pagar para a SAP fazer. Tarefas excluídas (Excluded Tasks) só o cliente executa.
A disponibilidade de cada serviço varia por plataforma de infraestrutura e por região. A matriz resume as linhas que mais pesam para Basis, integração e desenvolvimento.
| Atividade | Categoria no catálogo | O que fica com o cliente |
|---|---|---|
| Infraestrutura, sistema operacional, banco e disponibilidade técnica | Serviços padrão | Conexão até o ponto de demarcação da SAP, incluindo o link de internet |
| Backup padrão e restauração | Serviços padrão, com até 12 restaurações a pedido por sistema e por ano de contrato | Validar a integridade lógica e a consistência do dado restaurado |
| Recuperação de desastre | Serviço opcional, prestado apenas se constar do contrato | Testes funcionais no ensaio e procedimentos de recuperação das conexões e interfaces sob sua gestão |
| Configuração e monitoramento de interfaces (IDoc, qRFC, tRFC, bgRFC, ALE) | Serviços empacotados | Tudo, quando o pacote não foi contratado |
| Transportes | Configuração inicial do TMS é serviço padrão; executar transportes é serviço empacotado | Teste e aceite das mudanças, que é tarefa excluída |
| Cópia homogênea de sistema ABAP (refresh) | Serviços padrão, com até 12 por sistema e por ano de contrato, na mesma região | Mascaramento de dados |
| Notas de segurança | Aplicar notas de Basis e ABAP sem atividade manual é serviço padrão, sob requisição; identificar as notas relevantes é serviço empacotado | Analisar as notas no SAP for Me, abrir a requisição e testar |
| Support packages e feature packs | Serviços padrão, com parada programada; a opção Zero Downtime (ZDO) é serviço adicional | Atividades pós-instalação que não são técnicas |
| Upgrade de release | A execução técnica é serviço padrão; planejamento, tarefas de Basis antes e depois e ajustes em SPDD e SPAU são serviços empacotados | Ensaios, decisões sobre objetos próprios e todos os testes |
| Conversão do ECC para o S/4HANA | Readiness Check e preparação da análise de código são serviços padrão; a conversão técnica é serviço adicional | Conversão funcional, itens de simplificação, correção de código e gestão do projeto |
| Add-ons ABAP de terceiros gerenciados | Instalação e atualização são serviços padrão | Configuração, monitoramento e suporte junto ao fornecedor |
| Segurança da aplicação e código próprio | Tarefas excluídas | Conceito de segurança, desenho e implantação de SSO, revisão e otimização do código do cliente |
Duas regras completam a matriz. O cliente não recebe acesso ao sistema operacional dos servidores gerenciados; quando uma tarefa sob sua responsabilidade exige esse acesso, a SAP executa ou oferece outro meio, em caráter ocasional. E a SAP resolve problemas técnicos do sistema, enquanto os problemas de aplicação ficam com o cliente.
Nível de serviço, backup e janela de manutenção do contrato padrão
O acordo de nível de serviço da Private Edition, na versão v.7-2025, vigente em outubro de 2026, traz os números que costumam faltar nas páginas de produto. A tabela resume o padrão; o pedido de compra pode elevar a disponibilidade.
| Item | Padrão do documento |
|---|---|
| Disponibilidade de produção | 99,5% ao mês, salvo percentual maior nos termos suplementares ou no pedido |
| Disponibilidade de ambientes não produtivos | 95,0% ao mês |
| Backup do banco de produção | Completo diário mais backup de log, com retenção de 30 dias e réplica em outro data center ou local |
| Incidente de prioridade muito alta em produção | Reação em 20 minutos, todos os dias e horários, e solução, contorno ou plano de ação em 4 horas |
| Crédito por descumprimento | 2% da mensalidade do serviço para cada 1% abaixo do nível acordado, limitado a 100% da mensalidade |
| Rescisão por descumprimento | Permitida se a disponibilidade de produção falhar por 3 meses seguidos ou em 5 meses dentro de 12 |
O cálculo exclui paradas programadas, acordadas e de emergência. Os termos suplementares definem a parada programada: uma janela de 4 horas por mês, em dia útil para ambientes não produtivos e em fim de semana para produção, com aviso de pelo menos sete dias úteis, e o cliente tem cinco dias úteis para pedir outra data. A SAP pode fazer manutenção de emergência sem consentimento prévio. O acordo não cobre software fornecido pelo cliente, e as requisições de serviço são atendidas em inglês, ponto que pesa para equipes brasileiras.
A versão v.10-2026 dos termos suplementares acrescentou uma cláusula que a versão de julho não tinha, a cobrança de continuidade de infraestrutura. A SAP pode ampliar memória, servidores de aplicação ou infraestrutura além do dimensionamento do pedido, sem aditivo prévio, para evitar impacto relevante no sistema. Ela notifica o cliente por escrito, que tem 30 dias a partir do provisionamento para voltar ao dimensionamento original. Passado o prazo, os recursos adicionais são cobrados pelo preço de lista vigente, desde a data do provisionamento.
Como funciona a métrica FUE
FUE (Full Use Equivalent) é o método de agregação com que o cliente distribui acessos de pessoas ao serviço em nuvem, segundo proporções fixadas no guia de descrição de serviço. As proporções abaixo constam do guia da Private Edition na versão v.12-2025 e são as mesmas da versão de abril de 2025.
| Tipo de uso | Acessos por 1 FUE | O que o tipo permite |
|---|---|---|
| Advanced use | 1 | Todas as capacidades do serviço |
| Core use | 5 | Lista fechada de capacidades, que inclui Maintenance Planning, Maintenance Execution e Technical Assets, Structure and History |
| Self-service use | 30 | Lista menor, que inclui Maintenance Execution e Maintenance Demand Processing, além de exibição e aprovação |
| Developer access | 0,5 | Ferramentas de desenvolvimento para criar add-ons ABAP |
O guia permite realocar cada FUE entre tipos de uso durante a vigência e não permite dividir um mesmo FUE entre tipos diferentes. O dimensionamento do sistema acompanha a faixa de FUE: na menor faixa, de até 135 FUE, o guia não prevê entrega de ambiente de qualidade. O acesso por aplicações de terceiros integradas ao ERP e por agentes não humanos tem métrica própria, o SAP S/4HANA Cloud, Digital Access, medido em documentos criados por ano.
O limite dessa leitura é a versão. O guia vale a partir da data do pedido, e pedidos anteriores seguem a versão arquivada correspondente. Em outubro de 2026, a SAP não publica preço por FUE em nenhuma moeda: o valor aparece na proposta comercial.
Quem instala e quem testa o upgrade no RISE with SAP
A SAP lança um release do SAP S/4HANA Cloud Private Edition a cada dois anos, com sete anos de manutenção para cada um, e planeja feature packs a cada seis meses nos dois primeiros anos. Em outubro de 2026, o release mais recente é o SAP S/4HANA 2025, cujo guia oficial registra o FPS02 em 07/10/2026. Dentro do contrato, a divisão de trabalho é explícita.
- A instalação técnica de upgrades e de novos releases é feita pela SAP sob requisição, e o cliente responde por pedi-la a tempo.
- O cliente só pode usar versão com manutenção vigente: manutenção principal, manutenção estendida ou o que o pedido indicar.
- As verificações de simplificação e de incompatibilidade dos add-ons são executadas pelo cliente, que avalia os resultados para garantir que processos, aplicações e integrações continuem funcionando.
- Se a SAP não conseguir fazer o upgrade por falta de cooperação do cliente, os níveis de disponibilidade do acordo deixam de valer.
O catálogo de papéis e responsabilidades detalha o que a execução técnica cobre. A tarefa padrão de upgrade não pode ser usada para ensaios, testes repetidos, cópias repetidas de sistema ou simulações: rodar o upgrade várias vezes para o mesmo release de destino exige projeto ou escopo separado. Os ajustes de objetos SAP em SPDD e SPAU são serviço empacotado, e os objetos do cliente pedem decisão do cliente durante a execução. A SAP oferece teste de regressão como serviço empacotado, com os casos de teste fornecidos pelo cliente.
Ensaios e regressão funcional ficam fora do serviço padrão e precisam de orçamento próprio. A lógica de releases e de feature packs está em versões e edições do SAP S/4HANA.
RISE with SAP ou S/4HANA on-premise hospedado por conta própria em um hiperescalador
Hospedar uma licença própria de S/4HANA na AWS, no Microsoft Azure ou no Google Cloud não cria um contrato RISE. O software pode ser o mesmo release; muda quem contrata a infraestrutura, quem opera e que termos regem o serviço. A comparação segue a página Offering Comparison do SAP Help e os documentos contratuais da Private Edition vigentes em outubro de 2026.
| Dimensão | RISE with SAP (Private Edition) | S/4HANA on-premise hospedado por conta própria |
|---|---|---|
| Contrato de software | Assinatura | Licença perpétua com manutenção |
| Fornecedor | Software, suporte, serviços e infraestrutura de um fornecedor, com um conjunto de acordos de nível de serviço | Acordos individuais para infraestrutura e para operação técnica |
| Acesso ao sistema operacional | O cliente não recebe | Conforme o contrato de hospedagem do cliente |
| Upgrade | A SAP instala sob requisição; o cliente planeja a tempo de ficar na manutenção | O cliente gerencia o upgrade |
| Add-ons | Add-ons qualificados para o S/4HANA; a SAP pode restringir ou exigir a remoção de add-on que traga risco ao serviço | Qualquer add-on SAP ou de parceiro para o S/4HANA |
| Modificações do padrão | Possíveis e não recomendadas; o direito depende da oferta nomeada no contrato | Conforme a licença, com clean core como recomendação |
| Outros softwares no servidor | Vetados, salvo exceção autorizada pela SAP | Decisão do cliente |
A própria SAP descreve o on-premise como a opção para quem precisa de controle completo do ambiente de aplicação e de dados, quer reaproveitar infraestrutura, orçamento e contratos de infraestrutura já existentes ou segue exigência regulatória de setor ou de país. A Private Edition é descrita como a opção para quem quer assinatura, um fornecedor e a preservação de customizações do ECC e add-ons de parceiros.
RISE with SAP e SAP GROW: a diferença em resumo
SAP GROW, lançado em 21 de março de 2023 como GROW with SAP, é a jornada de adoção do ERP público da SAP, o SAP Cloud ERP, cujo produto técnico é o SAP S/4HANA Cloud Public Edition. O RISE parte de um ERP legado e chega à nuvem privada, com conversão, transição seletiva ou nova implementação. O GROW é sempre uma nova implementação sobre processos padronizados, com dois upgrades principais por ano conduzidos pela SAP. Porte não decide sozinho: uma subsidiária de um grupo grande pode adotar o ERP público enquanto a matriz segue na nuvem privada.
A comparação completa está em RISE with SAP e GROW with SAP, e as diferenças de escopo, extensão e integração entre as edições, em SAP Cloud ERP público e privado.
Por onde se entra: nova implementação, conversão, transição seletiva e lift and shift
A página Transition Paths do SAP Help define quatro caminhos para o SAP S/4HANA Cloud Private Edition, conforme o sistema de origem. A tabela resume essas definições, vigentes em outubro de 2026.
| Caminho | O que a SAP descreve | Origem |
|---|---|---|
| Lift and shift | O sistema é movido como está, sem mudança de software nem de release | SAP S/4HANA com pelo menos nove meses de manutenção principal restantes |
| Conversão de sistema (brownfield) | O ERP é convertido com o Software Update Manager em uma etapa, com migração de banco, conversão do modelo de dados e troca do código de aplicação | SAP ERP 6.0 em qualquer banco |
| Transição seletiva de dados | Configuração, dados mestres e dados transacionais são migrados e transformados de forma seletiva; costuma ser entregue como serviço de consultoria | SAP ERP 6.0 |
| Nova implementação (greenfield) | Sistema novo, com virada única ou por fases | SAP ERP 6.0, versões anteriores do SAP ou sistema de terceiros |
Na conversão, a SAP entrega a execução técnica como serviço adicional, pedido a cada rodada, e a migração de banco para o SAP HANA é pedida à parte. A responsabilidade geral pelo projeto e a conversão funcional ficam com o cliente. Para quem roda a Business Suite 7 em banco de terceiros, o comunicado da SAP de 07/10/2026 traz um prazo: a conversão para o S/4HANA ou para o SAP Cloud ERP só fica disponível antes do fim de 2030, e depois resta a nova implementação. Os critérios de escolha estão em greenfield, brownfield e os caminhos do ECC ao S/4HANA, e o destino do código Z, em clean core no SAP.
A opção de transição do ECC para 2031 a 2033
SAP ERP, private edition, transition option é uma assinatura em nuvem com prazo definido, centrada no SAP ECC sobre SAP HANA, que a SAP criou para clientes grandes com instalações complexas terem continuidade de 2031 a 2033. Ela não estende a manutenção do ECC on-premise, que para os três últimos enhancement packages vai até 31/12/2027, com manutenção estendida opcional até 31/12/2030. As condições publicadas em 4 de agosto de 2025 são estas:
- os sistemas precisam estar migrados para o SAP ERP, private edition sobre SAP HANA antes de 31 de dezembro de 2030;
- o SAP HANA é o único banco suportado;
- o tamanho mínimo é de 2 TB por sistema assinado na opção;
- os produtos elegíveis estão na SAP Note 3591251, e produtos fora da lista precisam de cobertura de mitigação;
- a opção só vale combinada com o plano max success durante 2031 a 2033.
O comunicado de 07/10/2026 acrescentou que a opção não suporta capacidades que dependem de Java. O preço é um acréscimo sobre o preço do SAP ERP, private edition válido no fim de 2030: a SAP divulgou acréscimo padrão de 20% para quem assina em 2026 e não divulgou o valor para 2027 em diante. Os prazos por enhancement package estão em O SAP PM acabou?, e a diferença entre banco e ERP, em SAP HANA: o que é.
Os prazos de todas as versões, do ECC por enhancement package ao S/4HANA, NetWeaver e HANA, e o que cada fase de manutenção cobre estão em suporte SAP por versão: prazos de manutenção e fases.
Incentivos de migração: o que a SAP anunciou e até quando valeu
Três fatos estão documentados. Em 30 de janeiro de 2024, a SAP anunciou o RISE with SAP Migration and Modernization program, com créditos para abater custo de manutenção, de serviços ou de assinatura de nuvem e a declaração de que a oferta poderia reduzir o custo de migração em até 50%, com validade até o fim de 2024. Em agosto de 2025, ofereceu a quem assinasse o SAP ERP, private edition até o fim de 2025 a passagem para a opção de transição em termos comerciais equivalentes. E em 27 de abril de 2026, uma publicação da SAP com o grupo de usuários DSAG citou o programa de 2024, um incentivo de transformação em 2025 e a frase de que as opções para 2026 estavam em avaliação conjunta.
Em outubro de 2026, a SAP não anuncia nenhum incentivo de migração em vigor. Percentual, crédito e elegibilidade de 2024 e de 2025 são história, e o que existir hoje precisa vir por escrito na proposta.
O que a TI precisa perguntar antes de assinar
As perguntas saem das cláusulas e das linhas de catálogo citadas neste texto. A terceira coluna diz que documento responde cada uma.
| Tema | Pergunta | Onde está a resposta |
|---|---|---|
| Interfaces | Quantas interfaces leem e gravam no ERP, com que tecnologia, e quem as configura no ambiente novo? | Inventário próprio e a linha de configuração de interfaces do catálogo |
| Monitoramento de interface | O pacote de monitoramento foi contratado e cobre quantas interfaces? | Pedido de compra |
| Código Z | Quem executa as verificações de simplificação, quem corrige o código, quem decide em SPDD e SPAU, e a oferta do pedido dá direito a modificar o padrão? | Cláusulas de upgrades e de modificações dos termos suplementares |
| Add-ons | Cada add-on de terceiros foi avaliado, é gerenciado ou não, e quem dá suporte? | Seção de software de terceiros do catálogo; a avaliação pode levar várias semanas |
| Janelas de upgrade | Em que dia cai a janela mensal de 4 horas e como se agenda a parada de um upgrade? | Cláusula de manutenção do sistema e o SAP for Me |
| Ensaios | Quantos ensaios de upgrade e de conversão o projeto prevê e em que escopo foram contratados? | Proposta do projeto, porque a tarefa padrão não cobre ensaio |
| Backup e desastre | A retenção de 30 dias atende às obrigações legais, e existe assinatura de recuperação de desastre? | Acordo de nível de serviço e pedido de compra |
| Licenciamento | Como os usuários foram distribuídos por tipo de uso, e o acesso por aplicativos de terceiros entra em FUE ou em Digital Access? | Guia de descrição de serviço da data do pedido |
| Saída do contrato | Em que formato os dados são devolvidos e que sistema vai conseguir lê-los? | Cláusula de devolução de dados dos termos suplementares |
Sobre a saída: a pedido do cliente, antes do término ou da expiração, a SAP fornece uma exportação final dos dados em um formato de mídia de backup usado por ela. O cliente tem duas semanas a partir do recebimento para verificar se a exportação é utilizável; sem manifestação, ela é considerada utilizável. O plano de saída precisa dizer em que sistema esse backup será restaurado.
Quando o RISE with SAP faz sentido e quando não faz
A resposta depende de critérios que a TI consegue verificar antes da proposta.
| Critério verificável | Aponta para o RISE with SAP | Aponta para outra opção |
|---|---|---|
| Quem deve operar infraestrutura, banco e Basis técnico | A empresa quer um fornecedor para software, suporte, infraestrutura e operação técnica | A empresa quer controle completo do ambiente ou tem contratos de infraestrutura que pretende manter |
| Dependência de acesso ao sistema operacional e de software próprio no servidor | Nenhum processo depende disso | Agentes, scripts ou softwares instalados no servidor são parte da operação |
| Escopo funcional e customizações | O sistema precisa de escopo comparável ao on-premise e de preservar customizações e add-ons qualificados | Os processos cabem no padrão e o projeto é uma nova implementação, caso em que o ERP público entra na avaliação |
| Capacidade de teste | Existe equipe e orçamento para regressão a cada feature pack e a cada upgrade | A expectativa é que a operadora do ambiente teste os processos |
| Prazo do ECC | ECC sobre SAP HANA, com 2 TB ou mais, que não termina a migração até 2030 | O ambiente depende de Java ou de produtos fora da nota de elegibilidade |
| Exigência regulatória ou de residência de dados | A região e o provedor disponíveis atendem à exigência | A exigência pede data center próprio, caso que a SAP trata como exceção |
O que os documentos deixam claro é o alcance da assinatura: ela transfere a operação técnica do ambiente para a SAP. A implantação funcional, os testes, o código próprio e a maior parte da administração de interfaces seguem com o cliente e com os parceiros que ele contratar.
O que muda para a manutenção e para os aplicativos de campo
Para a manutenção industrial, o RISE mantém o SAP PM na Private Edition, com os processos clássicos e os processos por fases, e muda as regras do entorno. O tipo de uso de cada perfil precisa ser conferido no guia de descrição de serviço, porque Maintenance Execution aparece no self-service use e Maintenance Planning só a partir do core use. Toda interface que leva ordens, notas, confirmações e medições entre o ERP e outros sistemas entra no inventário, e cada upgrade pede regressão dos fluxos de campo.
Quem avalia o aplicativo da própria SAP encontra a Private Edition entre os backends do SAP Service and Asset Manager 2511, que exige SAP BTP Mobile Services e Cloud Connector, itens a conferir no pedido. As perguntas específicas de quem planeja e executa ordens estão em RISE with SAP: o que a manutenção precisa perguntar, e os cuidados de um projeto de mobilidade, em projeto mobile para SAP PM.
A PM RUN é a plataforma de execução, mobilidade e planejamento de manutenção que roda sobre o SAP PM, sem substituir o SAP, e usa o SAP PM no ECC 6.0 ou no S/4HANA, on-premise ou em nuvem. Em um projeto RISE, a integração entre a plataforma e o ERP segue a mesma disciplina: entra no inventário de interfaces, tem monitoramento definido e passa pela regressão a cada upgrade. O que o técnico executa em campo está em PM RUN Mobilidade.
Perguntas frequentes
RISE with SAP é a mesma coisa que SAP S/4HANA?
Não. SAP S/4HANA é o ERP. RISE with SAP é a jornada e a oferta contratada que levam o cliente a esse ERP na nuvem privada, com infraestrutura, operação técnica, suporte e ferramentas de transformação no mesmo contrato de assinatura.
RISE with SAP é só nuvem privada?
Em outubro de 2026, a SAP apresenta o RISE with SAP como a jornada para o SAP Cloud ERP Private, e o SAP GROW como a jornada para o ERP público. Contratos RISE mais antigos incluem a edição pública.
O que é FUE no RISE with SAP?
FUE (Full Use Equivalent) é a métrica de usuários da Private Edition. No guia de descrição de serviço v.12-2025, 1 FUE equivale a 1 acesso advanced, 5 acessos core, 30 acessos self-service ou 0,5 acesso de desenvolvedor. A quantidade contratada e a versão do guia aplicável estão no pedido de compra.
Quem faz o upgrade no RISE with SAP?
A SAP faz a instalação técnica sob requisição. O cliente responde por manter uma versão com manutenção vigente, por executar as verificações dos add-ons e por testar processos, aplicações e integrações. Ensaios de upgrade não fazem parte da tarefa padrão.
O RISE with SAP inclui a implantação?
Não. A assinatura inclui onboarding, orientação especializada e um serviço de preparação da transformação que entrega um roadmap de até um processo de ponta a ponta. A implantação funcional é um projeto à parte, com parceiro ou com serviços da SAP.
Posso levar programas Z e add-ons para o RISE with SAP?
Os termos suplementares permitem desenvolver e usar add-ons ABAP do cliente e add-ons certificados, com instalação, gestão, suporte e testes por conta do cliente. O direito de modificar o padrão vale para as ofertas nomeadas na cláusula, e quem assina o SAP extended services não pode fazer modificações.
Qual é o SLA de disponibilidade do RISE with SAP?
O acordo de nível de serviço da Private Edition, na versão v.7-2025, fixa 99,5% ao mês para produção e 95,0% para ambientes não produtivos, salvo percentual maior no pedido. O SLA de 99,9% é uma assinatura comprada à parte.
Hospedar o S/4HANA na AWS, no Azure ou no Google Cloud é o mesmo que RISE?
Não. Com licença própria hospedada em um hiperescalador, o cliente mantém licença perpétua com manutenção e contrata infraestrutura e operação em acordos individuais. No RISE, infraestrutura e operação técnica vêm dentro da assinatura com a SAP.
Dá para ficar no ECC até 2033 com o RISE with SAP?
Somente pela SAP ERP, private edition, transition option, que cobre 2031 a 2033 para sistemas ECC sobre SAP HANA com pelo menos 2 TB, migrados para a nuvem privada da SAP antes de 31/12/2030, com produtos elegíveis na SAP Note 3591251 e plano max success.
Referências
- SAP. O que é RISE with SAP? Acesso em 10/10/2026.
- SAP SE. SAP Debuts Milestone Offering to Revolutionize Customer Business Transformation, 27/01/2021. Acesso em 10/10/2026.
- SAP News. Anúncio do pacote SAP Cloud ERP Private, 22/04/2025. Acesso em 10/10/2026.
- SAP. SAP Cloud ERP Private, Supplemental Terms and Conditions, v.10-2026. Acesso em 10/10/2026.
- SAP. SAP Cloud ERP Private, Service Description Guide, v.12-2025. Acesso em 10/10/2026.
- SAP. Service Level Agreement for Private Cloud Edition Services and Tailored Option Services, v.7-2025. Acesso em 10/10/2026.
- SAP. SAP S/4HANA Cloud, private edition, Roles and Responsibilities, v.07.2026. Acesso em 10/10/2026.
- SAP Trust Center. Contratos de serviços em nuvem, versões vigentes e arquivadas. Acesso em 10/10/2026.
- SAP Help Portal. Offering Comparison. Acesso em 10/10/2026.
- SAP Help Portal. Transition Paths. Acesso em 10/10/2026.
- SAP Help Portal. SAP ERP Transformation with Agent-Led Toolchain. Acesso em 10/10/2026.
- SAP Help Portal. Guia de introdução do SAP S/4HANA 2025, histórico do documento. Acesso em 10/10/2026.
- SAP Help Portal. SAP Service and Asset Manager 2511, Quick Start Guide. Acesso em 10/10/2026.
- SAP Learning. Describing RISE with SAP. Acesso em 10/10/2026.
- SAP News. Lançamento do GROW with SAP, 21/03/2023. Acesso em 10/10/2026.
- SAP News. Anúncio da SAP ERP, private edition, transition option, 04/02/2025. Acesso em 10/10/2026.
- SAP News. Navigating Your RISE with SAP Journey: Updates for SAP ERP, Private Edition, Transition Option, 04/08/2025. Acesso em 10/10/2026.
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