Software de manutenção para usinas de açúcar e etanol
A manutenção da usina roda em duas frentes, a indústria e a frota do CTT, e as duas precisam chegar ao SAP PM com o mesmo dado. O PM Run leva ordem, nota e apontamento para o campo, online ou offline, e programa a entressafra contra a capacidade real de cada centro de trabalho.

O que é um software de manutenção para usinas de açúcar e etanol
É o sistema que organiza a manutenção das duas frentes de uma usina, a indústria (preparo, moenda, caldeira, cogeração, elevação e transporte) e a frota agrícola do CTT (colhedoras, transbordos, tratores e caminhões), do planejamento da entressafra à execução no campo durante a safra. O PM Run faz isso como camada sobre o SAP PM: programação em Gantt com capacidade por centro de trabalho, criação e execução de ordem no celular, online ou offline, e o apontamento subindo ao SAP, que segue como registro central dos ativos, das ordens e dos custos.
A usina mantém duas operações de manutenção ao mesmo tempo
Na indústria, o desgaste se concentra onde a cana passa: o preparo com picador e desfibrador, os ternos de moenda com rolamentos, redutores e alinhamento de castelos, a caldeira e os vasos de pressão sob inspeção obrigatória de NR-13, o turbogerador da cogeração e a malha de elevação e transporte que move cana e bagaço entre as etapas. É uma planta que opera 24 horas por dia durante toda a moagem e cobra a conta na entressafra.
No campo, a frota do CTT tem o calendário oposto. Colhedora, transbordo, trator e caminhão são mais exigidos exatamente quando a fábrica está moendo, e a manutenção acontece na oficina de campo e na borracharia, longe de qualquer terminal. O peso disso no custo não é acessório: segundo levantamento publicado pela Cana Online, a manutenção da frota responde por 24,1% do custo de uma saca de açúcar, com o caminhão puxando 30% desse gasto, a colhedora 23% e o trator 17,9%.
São duas rotinas com equipes, ritmos e locais diferentes, cobradas pelo mesmo indicador de disponibilidade e alimentando o mesmo SAP PM. Quando cada uma registra do seu jeito, o PCM passa a semana consolidando planilha em vez de programar a semana seguinte.
A entressafra é um projeto com escopo, cronograma e critério de pronto
Entre dezembro e março a usina fatura de 4% a 5% do total do ano, porque a fábrica não está moendo. É o único momento em que dá para desmontar moenda e caldeira com a planta parada, e é uma janela de aproximadamente quatro meses que precisa entregar o ano inteiro de disponibilidade: troca de facas e martelos do preparo, alinhamento a laser de castelos e acionamentos, inspeção de tubulação, válvula e trocador, teste hidrostático, mais o pacote das contratadas que entra e sai da planta em janela apertada.
E a janela vem encurtando. A imprensa do setor, no Canal Jornal da Bioenergia, registra que as usinas vêm reduzindo o período de entressafra para ampliar a produção de açúcar e etanol e atender aos compromissos de cogeração, e que o tempo mais curto exige planejamento e programação mais eficazes para não prejudicar o início da safra seguinte.
Planejar sem programar não resolve esse aperto. O escopo vira lista de ordens, a lista precisa caber na capacidade de cada centro de trabalho semana a semana, e cada frente precisa apontar o que executou no dia em que executou. Sem isso, o avanço real da parada só aparece na reunião da manhã seguinte, quando a decisão de replanejar já está um dia atrasada.
Na safra, parar custa caro e a corretiva acontece sem registro
Com a moagem rodando, o cálculo muda. Uma reportagem da CompreRural estimou o prejuízo de uma parada de moagem em até R$ 1,22 milhão a cada 12 horas, e é esse número que empurra o setor a postergar para a entressafra tudo que não é emergência. O efeito colateral é conhecido: o equipamento chega à parada mais degradado do que o plano previa.
Enquanto isso, a manutenção segue acontecendo. Corretiva de madrugada no terno, troca de facão de colhedora que perde corte em cerca de oito horas de operação, socorro no canavial pela oficina de campo. Boa parte dessa execução não vira registro no SAP PM, ou vira dias depois, digitada por outra pessoa a partir de uma anotação. Sem esse dado, disponibilidade mecânica, MTBF e MTTR viram estimativa, e o custo de manutenção por tonelada não fecha com o que a operação realmente gastou.
O peso do que se decide aqui cresceu. Em entrevista à Cana Online, o consultor Dário Sodré, da D2G, resume a mudança: em 1990 o gestor de manutenção respondia por cerca de US$ 1 por tonelada de cana, hoje essa responsabilidade chega a US$ 5 por tonelada, e as usinas já dedicam 26 kg de ATR por tonelada só para pagar manutenção, contra 19 kg por tonelada no passado recente.
Entre o campo, o PCM e o SAP, o dado passa por papel e planilha
O custo médio para processar uma tonelada de cana foi de R$ 26,24 na safra 2024/25, e a manutenção industrial respondeu por 30,3% desse valor, segundo a Expedição Custos Cana 2025 do Pecege, publicada pela RPAnews. É uma das duas maiores linhas do custo industrial. Decisão sobre uma linha desse tamanho não deveria depender de replanilhamento.
O caminho típico ainda é esse: o mecânico anota o serviço numa ficha, o líder consolida numa planilha no fim do turno, alguém digita no SAP no dia seguinte e o PCM monta o indicador numa terceira planilha. Cada passagem perde detalhe, atrasa o fechamento e cria uma versão diferente do mesmo fato. A escassez de técnico qualificado, apontada pelo JornalCana como um dos gargalos do setor, torna ainda mais caro gastar hora de gente boa em digitação.
O que o PM Run entrega na usina
Recursos do PM Run aplicados às duas frentes de manutenção da usina, sempre conectados ao SAP PM.
Execução no campo, online e offline
O técnico recebe a ordem, executa e confirma por operação no celular, mesmo sem sinal dentro da fábrica ou no canavial, e o PM Run sincroniza quando a rede volta.
Ordem criada no app, espelhando a IW31
A frente de trabalho abre a ordem direto do ponto do serviço, com os mesmos campos da IW31 do SAP PM, sem esperar alguém digitar no escritório.
Nota com foto no ponto do equipamento
Nota de manutenção com catálogo de causa, sintoma e parte objeto, com foto e PDF anexados, registrada no ativo e não na memória do turno.
Programação da entressafra em Gantt
A Programação oficial agrupa as ordens do período numa visão Gantt, distribui por capacidade e habilidade de cada centro de trabalho e integra ao SAP PM.
Apontamento de hora e de medição
Apontamento automático ou manual de mão de obra e leitura de ponto de medição por equipamento ou local, com QR Code para identificar o ativo no campo.
Dados prontos para o painel do PCM
A plataforma de analytics entrega os dados de manutenção automatizados a partir da execução registrada no SAP, para a usina montar o próprio painel: disponibilidade, backlog por criticidade, MTTR e MTBF por classe de equipamento, custo e ocupação de equipe.
A rotina da usina sem e com o PM Run
| Rotina na usina | Ficha, planilha e SAP na GUI | Com o PM Run |
|---|---|---|
| Corretiva na madrugada da safra | Anotada em ficha, digitada depois | Confirmada no app, no ato, com foto |
| Serviço no canavial sem sinal | Espera voltar à base para registrar | Executa offline e sincroniza ao voltar |
| Abertura de ordem no campo | Pedido por rádio, alguém digita a IW31 | Ordem criada no app, espelhando a IW31 |
| Programação da entressafra | Planilha por frente, sem visão de capacidade | Gantt com capacidade por centro de trabalho |
| Avanço da parada | Aparece na reunião da manhã seguinte | Apontamento do dia e kanban por status |
| Indicador de manutenção | Consolidação manual, fecha atrasado | Dados prontos, painel montado pelo PCM |
O SAP já está na usina, e o que falta é a camada de execução
O setor vem consolidando gestão em SAP e migrando para o S/4HANA, e isso é público. A Usina Coruripe concluiu a migração para o S/4HANA em 2025 com janela de parada total de três dias, segundo o Agro Summit, e a São Martinho migrou para o modelo em nuvem RISE with SAP, conforme noticiado pela imprensa de tecnologia. São casos de mercado, trazidos aqui como contexto do setor, e não clientes do PM Run.
O que uma migração de ERP não resolve sozinha é o último metro. A ordem precisa ser executada dentro da moenda, o apontamento acontece no canavial e a programação é refeita toda semana pelo PCM. O SAP PM continua sendo o registro central dos ativos, das ordens, dos custos e da estratégia de preventiva, que é onde a periodicidade e o plano vivem. O PM Run é a camada de execução e de planejamento que roda por cima dele, para o dado nascer onde o serviço acontece.
O que já está comprovado, e em qual contexto
A plataforma roda sobre o SAP PM em operações industriais de porte, com mais de 12.000 usuários de manutenção usando o app e o portal na rotina.
Mais de 12.000 usuários
PM Run, Grupo ITSS
Com nota, foto e ordem no celular e adoção rápida em campo, a manutenção passou a centralizar a informação no SAP PM. O contexto é de agroindústria de suco cítrico, não de usina de cana, e o número mede a planta avaliada.
95% de confirmação de ordens na planta avaliada
Citrosuco, agroindústria de suco cítrico
Perguntas frequentes
O PM Run substitui o SAP PM na usina?
Não. O SAP PM continua como registro central dos ativos, das ordens, dos custos e da estratégia de preventiva. O PM Run é a camada de execução e de planejamento que roda por cima: leva ordem, nota e apontamento para o campo e devolve o dado ao SAP.
O PM Run atende a manutenção da frota agrícola do CTT?
Atende a manutenção dos equipamentos cadastrados como ativos no SAP PM, incluindo colhedora, transbordo, trator e caminhão. O mecânico da oficina de campo abre nota, executa a ordem e aponta no celular, offline quando não há sinal. O PM Run não faz telemetria, computador de bordo nem monitoramento por sensor da frota.
Como o PM Run ajuda na parada de entressafra?
Pela Programação oficial do módulo Planejamento: as ordens do período entram numa visão Gantt, distribuídas por capacidade e habilidade de cada centro de trabalho, e a execução vai para o campo pelo app, com apontamento no dia. Não existe módulo separado de parada, a parada é operada com o recurso geral de ordens do SAP PM.
O app funciona sem sinal dentro da fábrica e no canavial?
Sim. O técnico baixa a base offline, executa e confirma sem rede, e o PM Run sincroniza as informações quando a conexão volta.
O PM Run entrega painel de disponibilidade mecânica e MTBF pronto?
Ele entrega os dados de manutenção prontos e automatizados a partir da execução registrada no SAP, para o PCM montar o próprio painel. Disponibilidade, backlog por criticidade, MTTR e MTBF por classe de equipamento, custo e ocupação de equipe são exemplos do que a usina monta com esses dados, no formato que ela já usa.
Existe case público de usina sucroenergética com o PM Run?
Não há case público de usina de cana publicado até aqui. A prova disponível é institucional, com mais de 12.000 usuários sobre SAP PM, e o case Citrosuco, que é agroindústria de suco cítrico e não usina, com 95% de confirmação de ordens na planta avaliada. No diagnóstico a conversa é sobre a sua operação, com o que existe hoje na sua planta.
Diagnóstico SAP PM da Rotina de Manutenção
Uma conversa de 45 minutos sobre a sua rotina de entressafra e de safra no SAP PM, com devolutiva prática do que dá para ajustar na programação e na execução em campo.