Este glossário reúne os termos que circulam na rotina de PCM, indicadores e execução de manutenção, cada um definido em poucas linhas. Quando o assunto merece aprofundamento, o guia completo está linkado na própria definição.
Gestão e sistemas
PCM (Planejamento e Controle da Manutenção)
Função que planeja, programa e controla as atividades de manutenção: o que fazer, quando executar, com quais recursos e a que custo. É o cérebro da rotina; a execução é o braço. Aprofunde no guia completo de PCM.
CMMS
Software que centraliza ordens de serviço, planos, cadastro de ativos e histórico da manutenção. A sigla vem de Computerized Maintenance Management System. Veja o que é CMMS e como se compara a EAM e SAP PM.
GMAO
O mesmo conceito de CMMS nas siglas em espanhol e francês (Gestión de Mantenimiento Asistida por Ordenador). Aparece em material técnico de fornecedores latino-americanos e europeus.
EAM (Enterprise Asset Management)
Gestão do ciclo de vida completo do ativo físico, da entrada em operação ao descarte, incluindo custo e risco. É mais amplo que o CMMS, que foca a rotina de manutenção. Veja o que significa EAM.
SAP PM (Plant Maintenance)
Módulo de manutenção do SAP ERP: registro central de ordens, notas, planos e objetos técnicos em toda empresa que roda SAP. Veja o que é o módulo SAP PM.
Ordem de serviço (OS)
Documento que autoriza, orienta e registra a execução de um serviço em um equipamento, do problema relatado ao encerramento. No SAP, nasce na transação IW31. Baixe modelos prontos de OS ou veja o software de ordem de serviço.
Nota de manutenção
Registro de uma ocorrência ou solicitação que pode virar ordem. No SAP PM, carrega os catálogos de causa, sintoma e parte do objeto, que alimentam a análise de falhas. Veja como criar nota no SAP PM.
Objetos técnicos
Equipamento, local de instalação e ponto de medição: a espinha dorsal do cadastro de ativos no SAP PM. Toda ordem e nota pendura neles. Veja os objetos técnicos do SAP PM.
TPM (Manutenção Produtiva Total)
Programa de gestão que envolve produção e manutenção na busca de perda zero, estruturado em 8 pilares e medido pelo OEE. Veja o guia de TPM.
Plano de manutenção
Documento que define, por ativo, as tarefas, a periodicidade, os recursos e os gatilhos de disparo da manutenção. Veja como montar um plano de manutenção.
Indicadores
MTBF
Tempo médio entre falhas de um equipamento reparável: horas operadas divididas pelo número de falhas no período. Mede confiabilidade. Veja MTTR e MTBF na prática.
MTTR
Tempo médio para reparo: soma dos tempos de restabelecimento dividida pelo número de reparos. Mede a velocidade de resposta da equipe. Veja como reduzir o MTTR.
Backlog de manutenção
Carteira de serviços aprovados e ainda não executados, medida em horas de trabalho ou semanas de capacidade da equipe. Backlog crescente é sintoma, não causa. Veja o que é backlog de manutenção.
Disponibilidade
Fração do tempo em que o ativo está apto a operar. Despenca quando a corretiva não planejada domina a agenda. Veja disponibilidade de ativos.
Aderência à programação
Percentual da programação semanal que foi de fato executado. É o termômetro mais honesto da qualidade do planejamento. Veja os 12 indicadores de manutenção.
Wrench time
Fração da jornada do técnico com a mão na ferramenta, descontando deslocamento, espera de material, permissões e burocracia. Referência de classe mundial fica bem acima da média da indústria, e a diferença é planejamento.
OEE
Eficiência global do equipamento: disponibilidade vezes performance vezes qualidade. Conecta a manutenção ao resultado da produção. O guia de PCM detalha o cálculo.
Tipos e estratégias de manutenção
Manutenção corretiva
Executada depois da falha. Pode ser planejada (a falha foi detectada e o reparo entrou na programação) ou não planejada (a quebra surpreendeu a equipe). Veja manutenção corretiva.
Manutenção preventiva
Executada em intervalos planejados, por tempo ou por uso, para reduzir a probabilidade de falha. No SAP PM, o plano e a periodicidade vivem no próprio módulo. Veja manutenção preventiva.
Manutenção preditiva
Intervém a partir da condição medida do ativo (vibração, temperatura, análise de óleo), no momento em que a degradação aparece. Veja manutenção preditiva.
RCM (manutenção centrada em confiabilidade)
Método que define a estratégia de manutenção por modo de falha e consequência, em vez de tradição ou catálogo do fabricante. Veja o que é RCM.
FMEA
Análise de modos de falha e efeitos: prioriza riscos por severidade, ocorrência e detecção (o NPR). Alimenta o plano de manutenção e a matriz de criticidade. A análise de causa raiz na manutenção mostra a aplicação com caso preenchido.
Curva da banheira
Gráfico da taxa de falhas ao longo da vida do ativo: mortalidade infantil, falhas aleatórias e desgaste, cada fase pedindo uma estratégia diferente. Veja a curva da banheira.
Execução em campo
Apontamento (confirmação)
Registro de horas e serviço executado na ordem; no SAP, a confirmação por operação. Apontamento tardio ou de memória distorce MTTR, MTBF e custo de uma vez. Veja o efeito do apontamento tardio nos KPIs.
Mobilidade na manutenção
Execução das ordens no celular ou tablet, online ou offline, com o dado indo direto ao sistema em vez de passar por papel e redigitação. Veja o guia de mobilidade no SAP PM.
Grande parada
Janela programada em que a planta ou uma área inteira para para manutenção. Vive de pacote de OS, sequenciamento e gestão de recursos. Veja o planejamento de grandes paradas.
Criticidade
Classificação do ativo ou da ordem pelo impacto em segurança, produção e custo. É ela que manda na priorização do backlog e da programação. Como montar está em matriz de criticidade de ativos.
Do termo ao número
Cada um desses termos vira número, e número vira decisão, quando a execução está conectada ao sistema. Se a sua operação roda SAP PM, veja como o sistema de gestão de manutenção do PM Run cobre essa rotina de ponta a ponta.
